Um blog de poemas que não querem ficar esquecidos

18
Mar 11

 

Sinto-me vento, sinto-me vida,

Sinto-me calma na palma da mão despida,

Quando te escrevo em luas tardias

De amargas estrelas,

Que se brilham estáticas inertes

Ainda assim não consigo vê-las...

 

Reluz, relâmpago, e cai

Nos meus poemas que eu desta dor sou pai

E acaba com estes filhos bastardos!

 

O candelabro no tecto ilumina

O poeta que a sua musa imagina

Para tantas paredes mudas. Tantas paredes mudas.

 

Sinto-me vento, sinto-me vida,

Sinto-me carta de amor lida,

Rasgada,

Esquecida,

Por arrependimento e fita-cola mantida,

Numa gaveta de passados.

 

by Ruben Teixeira

 

"Obrigado a tudo o que me inspira"

publicado por r-de-rir às 14:39

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